O fumo dos incêndios florestais tem se mostrado uma ameaça insidiosa, muitas vezes mais perigosa do que as chamas em si. Estudos revelam que até 70% das mortes relacionadas a incêndios são atribuídas à inalação de fumaça, que libera agentes tóxicos capazes de causar graves problemas respiratórios e cardiovasculares. Especialmente em pessoas com doenças preexistentes, crianças, idosos e grávidas, os riscos aumentam significativamente. O impacto do fumo não apenas provoca irritação imediata, mas suas partículas ultrafinas, como o PM2,5, podem penetrar no sistema sanguíneo, aumentando a mortalidade mesmo dias após a exposição.
Recentemente, incêndios florestais devastadores em Portugal e na Espanha liberaram uma imensa quantidade de fumo, tornando-se visíveis até do espaço. As chamas, que devastaram áreas como o Piódão, deixaram um rastro de destruição e comprometimento da qualidade do ar em várias regiões. Apesar do controle das chamas, o risco à saúde persiste devido a focos de combustão ativa, que continuam a emitir fumaça por dias, exigindo vigilância constante das autoridades e da população sobre a qualidade do ar.
Para se proteger da fumaça, especialistas recomendam que as pessoas permaneçam em locais fechados, com portas e janelas vedadas, e que utilizem purificadores de ar se disponíveis. A prática de atividades físicas ao ar livre deve ser evitada, assim como o uso de fontes de combustão dentro de casa. O uso de máscaras do tipo FFP2 é recomendado em situações que exigem sair, pois oferecem maior proteção contra partículas nocivas. Além disso, monitorar os índices de qualidade do ar é crucial, mesmo após a aparente dissipação do fumo, já que os efeitos adversos podem perdurar.
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