Em 2024, Portugal contabilizou 42.561 sociedades pertencentes a grupos, representando 7,9% do total de empresas no país. Esses grupos concentraram uma significativa fatia do mercado, com 40,6% do pessoal ao serviço, 63,6% do volume de negócios, 59,3% do valor acrescentado bruto (VAB) e 67,6% do excedente bruto de exploração (EBE). Quando comparado a 2023, o número de sociedades integradas em grupos apresentou um crescimento de 2,7%, refletindo uma tendência de expansão nesse modelo de organização empresarial.
O aumento também se evidenciou em aspectos operacionais e financeiros, com uma elevação de 4,1% no número de funcionários, 5,3% no volume de negócios, 6,4% no VAB e 3,3% no EBE durante o mesmo período. Essas cifras demonstram uma robustez crescente nas operações das sociedades integradas, destacando o papel crucial que desempenham na economia nacional.
O setor dos Serviços financeiros destacou-se com 27,4% das suas sociedades pertencentes a grupos, seguido pela Indústria e energia com 11,9% e pelo setor da Informação e comunicação que alcançou 9,9%. Dentro desses setores, as sociedades em grupos foram responsáveis por 80,3% do VAB gerado no setor financeiro, 66,1% na indústria e 78,4% nas comunicações.
Em termos absolutos, a Construção e atividades imobiliárias se destacaram como o setor com o maior número de sociedades integradas em grupos, totalizando 9.964 empresas, o que representa um incremento de 3,8% em relação ao ano anterior. Esses dados evidenciam a relevância dos grupos na estrutura empresarial portuguesa e sugerem um fortalecimento continuo dessas organizações no panorama econômico nacional.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






