O aumento dos preços do gás natural ultrapassou o crescimento do custo do petróleo bruto, desencadeado pela recente guerra no Irão que afetou o tráfego no Estreito de Ormuz. Esse cenário gera preocupações profundas para as economias europeias, especialmente para países como Itália, Alemanha e Reino Unido, que são altamente dependentes das importações de gás. Segundo analistas, a escassez e demanda crescente deverá pressionar ainda mais os preços, tornando a situação crítica para essas nações.
A análise da Oxford Economics revela que as consequências do ataque de Donald Trump ao Irão se manifestarão mais intensamente nas economias europeias e asiáticas do que nos Estados Unidos, onde a resiliência do setor energético interno pode atenuar os impactos. Já a inflação no quarto trimestre de 2026 pode disparar em Itália, com um aumento projetado de mais de um ponto percentual, enquanto a zona do euro e o Reino Unido poderão enfrentar um acréscimo de meio ponto percentual em suas taxas de inflação.
Os efeitos da guerra no Irão também reverberam na Ásia, onde países como China, Índia e Coreia do Sul estão entre os maiores importadores de petróleo e gás do Golfo Pérsico. A China, que depende de 70% a 75% do seu consumo de petróleo bruto de importações, pode utilizar suas reservas para mitigar a crise. Contudo, caso os preços da energia se mantenham elevados, a inflação poderá acelerar, diminuindo o poder de compra das famílias e impactando negativamente o crescimento do PIB mundial, obrigando bancos centrais a considerar mudanças em suas políticas monetárias.
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