O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, lançou um apelo em Genebra pedindo US$ 400 milhões para 2026, a fim de atender às crescentes necessidades globais na promoção e proteção dos direitos humanos. Durante a declaração, Turk enfatizou que, com o aumento das crises em várias regiões do mundo, não se pode permitir um sistema de direitos humanos em crise. Em 2025, o escritório da ONU atuou em 87 países, ajudando mais de 67 mil sobreviventes de tortura e documentando abusos numerosos.
Turk sublinhou a importância de enfrentar desigualdades econômicas e sociais, considerando que esses direitos são fundamentais para a paz e a estabilidade. Ele também mencionou que seu escritório serviu de “megafone para os silenciados”, destacando seu papel em apoiar aqueles que arriscam suas vidas pela defesa dos direitos alheios. Além disso, ele relatou que mais de 4 mil pessoas foram libertadas de detenções arbitrárias com o auxílio da entidade.
Contudo, os cortes de financiamento nos últimos anos resultaram em uma diminuição significativa nas missões de monitoramento de direitos humanos, com uma redução de 55% em comparação ao ano anterior. Em vários países, como Mianmar e Honduras, programas críticos enfrentaram cortes drásticos, impactando diretamente as comunidades vulneráveis. Turk indicou que a crise de liquidez dentro da ONU também comprometeu o funcionamento de mecanismos de direitos humanos, levando ao cancelamento de diálogos e visitas programadas.
O orçamento aprovado para 2026 foi fixado em US$ 224,3 milhões, o que representa uma redução de 10% em relação ao ano anterior. Turk salientou que os direitos humanos frequentemente recebem uma parcela mínima do orçamento total da ONU e pediu um reforço nas contribuições voluntárias, afirmando que “os direitos humanos não podem esperar”. Ele concluiu seu apelo destacando a necessidade urgente de ações e financiamentos mais robustos para enfrentar as crises contemporâneas e proteger as populações em risco.
Origem: Nações Unidas






