A escalada da violência no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, resultou em uma situação crítica para os residentes da Faixa de Gaza, onde o Escritório da ONU para os Direitos Humanos tem documentado um aumento significativo nas operações militares israelenses. Com pelo menos 224 palestinos reportados como mortos até agora, as ações das forças de segurança de Israel se estenderam para além de Gaza, afetando também assentamentos na Cisjordânia.
Olga Cherevko, assistente humanitária da ONU, enfatizou a gravidade da situação, ressaltando que as necessidades da população aumentam exponencialmente em meio a restrições severas de movimentação e ao fechamento das passagens necessárias para a entrada de ajuda humanitária. “O impacto da violência sobre a população é profundo”, afirmou Cherevko, que também destacou que as evacuações médicas foram totalmente interrompidas, com mais de 18 mil pacientes aguardando transferências para tratamento fora de Gaza.
Embora a passagem de Kerem Shalom tenha sido reaberta, a fronteira de Rafah, que permite a entrada de assistência do Egito, permanece fechada. A comunidade humanitária continua a receber donativos, mas o acesso à ajuda permanece limitado e instável. Até o início de março, os ataques israelenses, incluindo bombardeios aéreas, disparos de artilharia e operações com drones, continuam a ocorrer, refletindo a incerteza prolongada na região.
Desde o cessar-fogo de outubro de 2023, foram registrados 631 palestinos mortos em operações militares israelenses, evidenciando a desesperadora situação de segurança. Na Cisjordânia, a mobilidade dos palestinos é fortemente restringida por mais de 916 obstáculos, inviabilizando seu deslocamento e exacerbações da crise humanitária que persiste no local.
Origem: Nações Unidas






