As Nações Unidas anunciaram que estão intensificando os esforços para remover resíduos explosivos na Síria, após uma tragédia que resultou na morte de 540 pessoas e cerca de 1.000 feridos em 2025. Durante uma sessão do Conselho de Segurança, Edem Wosornu, diretora da Divisão de Resposta a Crises do Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários (Ocha), destacou que a persistência desses resíduos impede o retorno seguro dos sírios às suas casas e a recuperação de suas atividades, especialmente para os agricultores.
O relatório da ONU também indica que o abastecimento comercial e serviços básicos não estão alcançando a população, forçando muitos a dependerem da assistência humanitária. Mensalmente, cerca de 400 mil pessoas recebem apoio em regiões como As-Sweida e áreas vizinhas. Wosornu também mencionou as dificuldades enfrentadas no norte da Síria, onde temporais severos e frio extremo impactaram cerca de 160 mil pessoas em acampamentos, resultando até na morte de dois bebês.
A organização informou que tem fornecido combustível para aquecimento e assistência de inverno, porém, até o momento, apenas 25% dos US$ 112 milhões necessários foram arrecadados, o que limitou a ajuda a apenas uma fração das 2 milhões de pessoas esperadas para receber apoio nesta estação. Além disso, a Síria continua lidando com os efeitos da seca, que prejudicou 70% da última colheita de trigo.
Nesta semana, para melhorar a situação no campo humanitário, agências da ONU estabeleceram uma área de segurança ao redor do acampamento de Al-Hol, onde residem milhares de mulheres e crianças com supostos vínculos ao Estado Islâmico. As Forças Democráticas Sírias retiraram-se de suas posições em 20 de janeiro, e agora as entidades da ONU estão coordenando com o governo sírio para garantir a distribuição segura de assistência humanitária essencial, assumindo a responsabilidade pela gestão do acampamento.
Origem: Nações Unidas






