Nesta quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou sua profunda preocupação em relação à escalada da violência no Sudão do Sul. O estado de Jonglei tem sido particularmente afetado, com relatos de várias mortes, ferimentos significativos e o deslocamento de 180 mil civis. O avanço de forças rebeldes em direção à capital, Juba, tem levado a operações militares intensificadas, que Guterres teme que causem ainda mais sofrimento à população civil, que já se encontra em uma condição crítica.
Em um comunicado, o líder da ONU expressou inquietação sobre a retórica inflamatória direcionada a comunidades específicas e alertou sobre as implicações humanitárias alarmantes da violência em curso. A situação no Sudão do Sul é precária, com 250 mil civis deslocados nas primeiras semanas de 2026 devido aos conflitos. Guterres pediu que todas as partes envolvidas priorizassem a proteção das populações e garantissem o acesso seguro para a entrega de ajuda humanitária, assim como a segurança dos trabalhadores da ONU e do pessoal humanitário.
Ele apelou ao governo e às forças de oposição para que adotem medidas imediatas e eficazes para interromper as operações militares e buscar um diálogo inclusivo como forma de reduzir a tensão. Guterres defendeu que o Sudão do Sul precisa de uma solução política e não militar, pedindo um acordo urgente sobre um roteiro consensual para facilitar eleições credíveis no último ano de transição.
Além disso, o secretário-geral elogiou os esforços da União Africana e da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (Igad) na mediação do conflito e incentivou a continuidade do apoio ao diálogo entre as partes. Com a situação humanitária deteriorando-se rapidamente, a comunidade internacional observa atentamente os desenvolvimentos no país e a resposta das autoridades locais e internacionais à crise crescente.
Origem: Nações Unidas






