O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) anunciou que uma forte tempestade se aproximará da costa de Moçambique nesta sexta-feira, apresentando riscos significativos para as comunidades do sul do país. Em resposta a essa ameaça, o governo moçambicano ativou medidas de preparação, incluindo planos de evacuação e o pré-posicionamento de bens essenciais, visando mitigar os efeitos de possíveis inundações.
As autoridades já iniciaram ações preventivas, especialmente diante das previsões de chuvas intensas associadas ao ciclone Gezani. O país ainda se recupera das cheias que devastaram vastas áreas no centro e sul, e a nova tempestade gera uma preocupação adicional sobre a recuperação em andamento.
Entre as medidas de preparação destacadas estão a mobilização de equipes para evacuações e o reforço logístico para assegurar que itens de primeira necessidade cheguem rapidamente às populações vulneráveis. A coordenação humanitária foi acelerada para evitar uma deterioração da situação, especialmente em comunidades já afetadas por emergências anteriores.
Além disso, foi registrado um pedido da comunidade internacional para recursos extras, que resultou na doação de US$ 4,5 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU, destinado a auxiliar mais de 300 mil pessoas no sul do Moçambique. Este apoio é crucial, considerando que o número total de pessoas impactadas pelas inundações já supera 720 mil, destacando a necessidade urgente de financiamento adicional e de uma resposta humanitária sustentável.
Atualmente, mais de 140 mil pessoas já receberam assistência humanitária, representando aproximadamente um quarto da população mais afetada pelas cheias. Apesar dos desafios operacionais, a ONU enfatiza que o país ainda está em fase de recuperação, enfrentando significativas necessidades em áreas como abrigo, alimentação, fornecimento de água potável e assistência médica.
Além de Moçambique, é importante ressaltar que a tempestade também pode impactar países vizinhos, como Madagascar, e as agências de auxílio estão em alerta, monitorando a evolução do ciclone e coordenando esforços com as autoridades locais para garantir uma resposta rápida caso a situação se agrave.
Origem: Nações Unidas





