O último relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) revela que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, seguindo uma tendência persistente de aumento da temperatura média global. Com uma média de 1,44ºC acima dos níveis da era pré-industrial (1850-1900), o período recente do aquecimento global apresenta dados alarmantes.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que, apesar de 2025 ter começado e terminado sob a influência do fenômeno La Niña, a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera foi fator determinante para os altos índices de temperatura. Analisando dados de vários conjuntos de informações internacionais, seis deles confirmaram que o ano de 2025 foi o terceiro mais quente, somando-se a uma sequência que inclui os últimos 11 anos como os mais quentes já registrados.
Além das temperaturas recordes, o estudo indica que esse aumento térmico provocou eventos climáticos extremos pelo mundo, como ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais, reforçando a necessidade de sistemas de alerta precoce. Saulo enfatizou que a monitorização das condições climáticas é “mais importante que nunca”, devendo ser realizada de maneira que as informações sejam confiáveis e acessíveis a todos.
Adicionalmente, um estudo separado sobre as temperaturas oceânicas revelou que 2025 também se destacou, com um aumento de 0,49ºC em comparação à média de 1981-2010. Essa elevação, embora ligeiramente inferior à de 2024, reafirma o papel fundamental dos oceanos na absorção do excesso de calor gerado pelo aquecimento global. Dados mostram que cerca de 90% desse calor acumulado se encontra nos oceanos, fazendo deles um indicativo crucial das mudanças climáticas.
As análises destacam que 33% da área oceânica global experimentou temperaturas entre as mais quentes da história, enquanto 57% registraram níveis entre os cinco mais altos. Essas condições incluem regiões significativas como o Atlântico Tropical e Sul, o Mediterrâneo, e os oceanos Índico e do Sul.
Origem: Nações Unidas






