Em 2025, a ANACOM reportou um total de 106,4 mil reclamações dirigidas aos prestadores de serviços de comunicações, refletindo um ligeiro aumento de 1% em comparação com 2024. Dentre estes, as comunicações eletrónicas foram o segmento que mais se destacou, contribuindo com 64,3 mil reclamações, o que representa 60% do total. Embora os serviços postais tenham visto uma ligeira diminuição nas queixas, atingindo 42,1 mil reclamações, este segmento ainda é responsável por 40% do volume global.
Observou-se um aumento significativo na utilização do livro de reclamações eletrónico, que permaneceu como o canal predileto dos consumidores, correspondendo a 63% das reclamações no ano. Este formato teve um crescimento de 11% em relação a 2024, enquanto as queixas em papel diminuíram 15% e agora representam 34% do total. O serviço de atendimento da ANACOM contribuiu com cerca de 3,7 mil reclamações, ou 4% do total.
Geograficamente, Setúbal lidera as reclamações nos serviços de comunicações eletrónicas, com 84 queixas a cada 10 mil habitantes, enquanto Bragança apresenta a menor taxa, com apenas 21 por 10 mil. No que diz respeito aos serviços postais, Lisboa também se destacou, contabilizando 56 reclamações por 10 mil habitantes, em contraste com a Guarda e Vila Real, que reportaram apenas 12.
Entre os prestadores, a VODAFONE continuou a ser a empresa que mais reclamações recebeu, totalizando 21,3 mil, o que equivale a 33% do total. A MEO, por outro lado, teve um aumento de 11% nas reclamações, totalizando 18,1 mil, embora mantenha a menor taxa de reclamação entre os maiores prestadores. A NOS, no entanto, foi a única a registrar uma redução significativa de 21% nas queixas, com 18 mil reclamações.
Os principais motivos para queixas nos serviços incluíram a faturação, que levou a 16,4 mil reclamações, destacando novamente a VODAFONE como a empresa mais reclamante nesta área. As falhas nos serviços também emergiram como um ponto crítico, especialmente no que tange à demora na reparação de falhas, que apresentou um aumento considerável. Além disso, os problemas com a entrega de objetos postais continuaram a dominar as queixas no setor de serviços postais, onde a falta de tentativas de entrega no domicílio foi o principal motivo, representando quase um quarto do total.
Este panorama revela um cenário em que, apesar do aumento geral nas reclamações, algumas empresas demonstraram mudanças significativas, seja pelo aumento ou diminuição nas queixas, refletindo a dinâmica contínua do setor de comunicações e postais em Portugal.
Origem: Portal Consumidor Anacom





