Com a morte de um ente querido, as famílias portuguesas se deparam com um duplo desafio: o luto e a complexa burocracia da herança. As decisões sobre a gestão do patrimônio do falecido, que incluem imóveis, contas bancárias e dívidas inesperadas, surgem em um momento de grande dor emocional. Muitas vezes, os familiares não estão plenamente cientes das regras legais que regem a sucessão, o que gera tensão e confusão. Neste contexto, um novo guia tem sido elaborado para esclarecer como funcionam as heranças em Portugal, abrangendo quem são os herdeiros legais e o que ocorre quando há imóveis envolvidos.
Entre os aspectos mais intrigantes levantados pelo guia está a questão das uniões de facto. Apesar de reconhecidas legalmente em diversas áreas, as companhias de longa duração não têm direito a herança automática. Na prática, isso significa que, no caso de falecimento, os bens são transferidos para herdeiros legais, geralmente filhos ou pais, deixando o parceiro sobrevivente em uma posição vulnerável. O guia destaca ainda a problemática das heranças que incluem imóveis, onde a falta de acordo entre herdeiros pode resultar em prolongados conflitos e perdas financeiras devido a despesas acumuladas.
Além disso, o guia aborda a necessidade urgente de planejar a sucessão. Com o aumento da complexidade familiar e a concentração de patrimônio em bens como imóveis, a falta de planejamento pode acarretar a entrega de decisões críticas a tribunais. Neste sentido, estão sendo discutidas alterações legislativas para modernizar a gestão das heranças indissolúveis e, assim, evitar que o país enfrente um número crescente de casas devolutas. O documento ressalta que a organização da herança deve ser uma preocupação de todas as famílias, independentemente do tamanho de seu patrimônio.
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