O ano de 2025 foi marcado por intensas mudanças no cenário político português, que se refletiram em promessas e iniciativas para enfrentar a crise de acesso à habitação. Após a demissão do Governo de Montenegro em março, devido a controvérsias relacionadas à lei dos solos, as eleições legislativas de maio resultaram na vitória da Aliança Democrática (AD), que embora não tenha alcançado a maioria absoluta, conseguiu fortalecer sua posição no Parlamento. Esse contexto turbulento atrasou a formulação de políticas habitacionais, culminando na apresentação, apenas no final do ano, de um novo programa de governo com foco em medidas para aumentar a oferta de casas.
Em setembro, o Conselho de Ministros aprovou uma nova “política de choque” que prometia a redução do IVA na construção e a simplificação dos licenciamentos, provocando grande expectativa e discussões no setor imobiliário. Entretanto, a aprovação do Orçamento do Estado para 2026, realizada em novembro, trouxe novidades significativas, como a venda de imóveis públicos para ampliar a oferta de habitação acessível, mesmo que algumas propostas, como a dedução no IRS dos juros do crédito à habitação, tenham ficado pelo caminho.
No cenário europeu, a Comissão Europeia revelou em dezembro uma estratégia abrangente para abordar a crise de habitação na Europa, focando na renovação de casas devolutas e na contenção da especulação imobiliária. Este plano inclui novos recursos financeiros que beneficiarão todos os Estados-membros, incluindo Portugal, refletindo um esforço conjunto para melhorar o acesso à habitação e responder às necessidades urgentes da população europeia. À medida que 2026 se aproxima, o Governo português se prepara para avançar com novas legislações que visam regular melhor o mercado imobiliário e equilibrar as relações entre proprietários e inquilinos.
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