A escalada do conflito no Médio Oriente tem gerado uma instabilidade palpável nos mercados financeiros globais, refletindo-se diretamente na economia europeia e ameaçando provocar uma nova onda de inflação na região. Com o estreito de Ormuz praticamente fechado, onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, a possibilidade de uma crise energética está a tornar-se cada vez mais iminente. Na última reunião do governo português, foram aprovadas medidas para mitigar os impactos do aumento dos preços dos combustíveis e do gás, numa tentativa de proteger as famílias e empresas do agravamento do custo de vida.
A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, alertou esta sexta-feira que Portugal se encontra perigosamente próximo de precisar declarar uma situação de crise energética. O governo está a avaliar diferentes soluções entre os ministérios, visando fornecer apoio a consumidores vulneráveis e assegurar a soberania energética no país. Para isso, um novo mecanismo para limitar os preços da eletricidade será ativado caso haja um aumento excessivo dos preços, permitindo que o governo interceda para proteger os consumidores.
Adicionalmente, o governo planeja reforçar a produção de energia renovável e introduzir novas iniciativas de apoio, como um aumento na comparticipação para a botija de gás solidária e um desconto no gasóleo profissional. Com a necessidade urgente de mitigar o impacto da inflação e fortalecer a resiliência energética, o executivo reafirma o seu compromisso em agir de forma responsável e ajustada à evolução do contexto global e nacional, buscando alternativas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover um futuro mais sustentável.
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