A produção global de lixo eletrônico tem crescido de forma alarmante, trazendo sérias consequências para o meio ambiente e a saúde pública. Especialistas alertam que é urgente repensar como os dispositivos eletrônicos são projetados, fabricados, reciclados e descartados. Oleg Zaitsev, representante da Aliança para a Eletrônica Circular na Ásia Central, ressalta a importância da reciclagem de equipamentos usados, contribuindo assim para a redução da poluição gerada por computadores, celulares e outros dispositivos que frequentemente são descartados.
De acordo com dados recentes, a humanidade produz anualmente 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, o que os coloca como um dos tipos de lixo que mais crescem no mundo. Infelizmente, menos de 25% desse total é reciclado de maneira adequada. Práticas inadequadas na gestão dos resíduos resultam em custos externos significativos, estimados em 78 bilhões de dólares por ano, impactando tanto a saúde humana quanto o meio ambiente.
Diante desse cenário, a diretora da Divisão de Indústria e Economia do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma), Sheila Aggarwal-Khan, sugere que soluções inovadoras e sustentáveis são essenciais, propondo que produtos durem mais e possam ser reutilizados. A partir de 1º de janeiro de 2025, a emenda à Convenção da Basileia já começou a exigir que países obtenham consentimento prévio antes de exportar resíduos eletrônicos, uma medida que visa aumentar a fiscalização e promover a reciclagem adequada.
O investimento em infraestrutura para coleta e reciclagem de lixo eletrônico poderia gerar benefícios econômicos significativos, atingindo cerca de 38 bilhões de dólares anuais até 2030. Contudo, o problema é global e exige colaboração entre nações, especialmente com relação ao trânsito de resíduos entre países de alta e baixa renda. Por exemplo, em 2022, nações ricas enviaram quase 3,3 bilhões de quilos de lixo eletrônico para países em desenvolvimento sem controle adequado.
No Cazaquistão, onde apenas 9% dos resíduos eletrônicos são reciclados, Zaitsev trabalha arduamente para promover práticas de reciclagem eficientes e sustentáveis. Ele acredita que enfrentar esse desafio vai além de questões de negócio, estando intimamente ligado à construção de um futuro mais sustentável para as comunidades e o planeta.
Origem: Nações Unidas





