No Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a psicóloga Sofia Jamal destacou a grave questão da invisibilidade que permeia este crime em Portugal. Em uma conversa que se aprofundou nas nuances do tema, Jamal salientou que, apesar de serem escassos os dados concretos, a mutilação genital feminina (MGF) continua a ser uma forma alarmante de violência contra as mulheres.
A profissional indicou que muitas vítimas vivem em silêncio, o que dificulta a elaboração de estatísticas precisas e, consequentemente, a implementação de políticas eficazes para combater esse tipo de violência. “Não conseguimos saber a dimensão da realidade” foi uma das frases que ecoou durante a entrevista, refletindo a urgência de um maior reconhecimento e discussão sobre o assunto.
Sofia Jamal apelou à sociedade para que comece a ver a MGF não apenas como uma questão cultural, mas como uma violação dos direitos humanos. Ela enfatizou a importância da educação e da sensibilização para desmantelar preconceitos e promover um ambiente onde as mulheres possam viver livres de violência e opressão.
O Dia Internacional da Tolerância Zero à MGF, que se celebra a cada 6 de fevereiro, serve como um lembrete da contínua luta contra este tipo de discriminação. Enquanto a comunidade internacional redobra os esforços para erradicar a MGF, especialistas como Sofia Jamal trabalham para trazer à tona as vozes das sobreviventes e aumentar a conscientização sobre a gravidade desta problemática.
Origem: JPN Universidade do Porto






