O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lançou um apelo urgente nesta sexta-feira, 30 de janeiro, por um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) exclusivo para a habitação, enfatizando que o programa vigente até junho de 2026 é insuficiente para enfrentar a atual crise habitacional. Durante uma conferência de imprensa ao lado do comissário europeu da Energia e Habitação, em visita a Portugal, Moedas destacou a necessidade de um novo plano que acomode a realidade difícil enfrentada pelas câmaras municipais.
O autarca argumentou que, após o término do PRR atual, muitas câmaras se verão limitadas a recorrer apenas ao apoio nacional ou a recursos próprios, o que, segundo ele, não é viável diante das elevadas demandas financeiras. A falta de um PRR focado exclusivamente na habitação significa que as câmaras estarão desprovidas de ferramentas adequadas para lidar com os desafios que emergem em um cenário de crise sem precedentes.
Embora o comissário Dan Jørgensen não tenha se pronunciado diretamente sobre a proposta de Moedas, ele reconheceu que a situação é complexa e expressou a intenção da União Europeia de ajudar no que for possível. Jørgensen assegurou que a UE já está contribuindo significativamente para a resposta à crise habitacional, mas ressaltou que a implementação efetiva das políticas depende da colaboração das autoridades locais e nacionais.
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