A situação das cheias na província de Gaza, em Moçambique, continua a exigir atenção urgente das autoridades e organizações humanitárias. Paola Emerson, representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), relatou sobre a gravidade das inundações, que já afetaram cerca de 600 mil pessoas, levando a que quase 400 mil tenham suas casas inundadas ou destruídas.
Em uma declaração à ONU News, Emerson destacou a magnitude da mobilização de ajuda já recebida, mas enfatizou que são necessários mais recursos para atender a uma população tão intensamente afetada. “Todo apoio será bem-vindo”, afirmou, ressaltando a importância de atender não só às necessidades básicas, como abrigo e água, mas também de garantir dignidade às mulheres e meninas afetadas.
Adicionalmente, as autoridades moçambicanas expressaram preocupação com a possibilidade da ruptura da barragem de Senteeko, na África do Sul, o que poderia agravar ainda mais a situação nas comunidades dos distritos de Manhiça e Magude. Emerson também abordou a dificuldade em acessar comunidades isoladas, onde a capacidade de resgate é severamente comprometida.
A Ocha está coordenando esforços com o governo moçambicano e parceiros para assegurar a gestão adequada da crise. No entanto, a falta de financiamento é um obstáculo significativo, pois as vias de acesso são complicadas devido às inundações, dificultando a entrega de assistência. Até o momento, foram confirmadas 124 mortes, e as avaliações dos danos continuam em andamento.
Os desafios são grandes, mas a determinação de salvar vidas e atender às necessidades da população afetada permanece inabalável. O apelo por recursos, que já incluía US$ 352 milhões para o apoio a vítimas de conflito no norte do país, agora precisa ser revisto com urgência diante da nova calamidade das inundações.
Origem: Nações Unidas






