A compra de imóveis em Portugal mantém uma tendência crescente, refletindo um descompasso entre a elevada demanda e a limitada oferta, o que tem resultado em um aumento significativo dos preços. No final de fevereiro de 2026, o custo médio por metro quadrado subiu para 3.076 euros, marcando um novo recorde histórico, de acordo com dados do idealista. Essa alta se deve, em parte, a incentivos no mercado, como juros mais baixos, a estabilidade no emprego, o influxo de investidores estrangeiros e programas de apoio para jovens compradores.
Os dados mais recentes indicam que 18 das 19 capitais de distrito analisadas registraram aumento nos preços das casas, com Santarém, Beja e Guarda apresentando as maiores elevações anuais. A cidade de Lisboa continua a ser a mais cara para a compra de imóveis, com um preço médio de 6.059 euros por metro quadrado, seguida do Porto e Funchal. O aumento dos preços não se restringe apenas às grandes cidades; praticamente todos os distritos do país presenciaram elevações nos custos de habitação, com destaque para a ilha de Porto Santo, que teve uma impressionante alta de 32%.
Essas tendências refletem um cenário onde, apesar das manifestações de interesse na compra de imóveis, a construção de novas residências não acompanha o ritmo da demanda. O governo português está em processo de implementação de um pacote fiscal que visa estimular a construção de casas novas, no entanto, até que essas medidas entrem em vigor, o mercado continuará a ser pressionado por um aumento constante nos preços, tornando a habitação cada vez mais inacessível para muitos potenciais compradores.
Ler a história completa em Idealista Portugal






