O setor da construção civil em Portugal expressou sua satisfação com os prazos de resposta dos serviços públicos relacionados aos vistos concedidos pelo Protocolo para a Migração Laboral Regulada, mas solicitou um reforço de recursos e melhorias na formação. Este protocolo, implementado no ano passado, visa agilizar a emissão de vistos de trabalho para imigrantes através da rede diplomática portuguesa, permitindo uma resposta mais rápida às necessidades do mercado. O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Manuel Reis Campos, destacou que, até o momento, houve um elevado número de adesões, com 3.328 vistos aprovados e 5.183 pedidos realizados.
A AICCOPN já enviou 236 pedidos de visto, contemplando 1.676 trabalhadores, a maioria dos quais já se encontra empregada em Portugal ou prestes a ser colocada. O protocolo tem sido especialmente benéfico para as empresas do setor, que vêm enfrentando uma carência crítica de mão de obra, com estimativas apontando para um déficit de 80 a 90 mil profissionais. Apesar do sucesso inicial do protocolo, Reis Campos alerta que a questão da falta de mão de obra não será resolvida apenas por essa medida, ressaltando a necessidade de fortalecer as entidades estatais envolvidas e criar uma estratégia pública integrada para a formação e valorização do capital humano.
Com o aumento do interesse no procedimento, a estimativa é que a maioria dos novos imigrantes se concentre na agricultura e na construção civil. O sucesso do protocolo indica não apenas um atendimento eficiente às necessidades das empresas, mas também uma oportunidade de expansão para outros setores, como comércio e serviços. A recente eliminação da manifestação de interesse, que permitia a regularização de imigrantes sem visto de trabalho, reforçou a importância dos vistos de trabalho como a única maneira legal de entrada no país para fins de emprego.
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