Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2025 revelam disparidades significativas nas condições habitacionais dos agregados familiares em risco de pobreza, comparados aos que vivem acima do limiar de pobreza. De acordo com os dados, 30,1% dos alojamentos construídos antes de 1945 estão ocupados por famílias em risco de pobreza, enquanto apenas 11,4% dos que foram construídos após 2015 apresentam esta mesma característica. A situação é ainda mais preocupante quando se analisa a eficiência energética dos imóveis, onde 54,7% das famílias que vivem em habitações construídas antes de 1960 afirmaram não ter realizado nenhuma renovação necessária.
O principal obstáculo apontado por essas famílias para a realização de melhorias é o custo financeiro, com 90,1% delas mencionando essa razão, em contraste com 77,9% da população que não está em risco de pobreza. Além disso, a população vulnerável também se mostrou mais afetada por danos ambientais, com 7,5% relatando problemas em suas residências, em comparação com 6,9% dos que se encontram acima do limiar de pobreza.
A pesquisa também destaca a importância dos espaços verdes para as famílias com crianças. Em 2025, 47,0% dessas famílias residiam a menos de 400 metros de um espaço verde público, em comparação com 44,9% das famílias sem crianças. A escassez de espaço habitacional é uma realidade alarmante, pois as taxas de sobrelotação e de privação habitacional severa nas famílias com crianças eram cerca de quatro vezes superiores às daquelas sem crianças.
Embora a situação financeira seja desafiadora, 90,1% das famílias em risco de pobreza expressaram satisfação com o seu alojamento. Em relação aos hábitos ambientais, 72,7% separaram regularmente embalagens de plástico, enquanto mais de 90% dos automóveis utilizados eram movidos a combustíveis fósseis, com os automóveis híbridos e elétricos a representarem uma proporção ainda baixa na frota.
No que diz respeito ao transporte aéreo, um quarto da população revelou ter viajado pelo menos uma vez de avião na Europa nos últimos 12 meses, mas essa porcentagem caiu para 9,3% quando se trata de viagens fora do continente. No que se refere à reciclagem, 18,0% da população optou por reciclar os telemóveis danificados, refletindo uma crescente conscientização sobre a sustentabilidade.
Origem: Instituto Nacional de Estatística






