Após um ano da implementação do Regulamento de Resiliência Operativa Digital (DORA), o setor financeiro europeu experimenta uma transição relevante, passando de um período de adaptação normativa para um estado de maturidade operacional. Um estudo recente da Amstro revela que 74% dos departamentos de auditoria interna priorizaram a resiliência, estabelecendo-a como um pilar central na tomada de decisões estratégicas no contexto financeiro.
Embora a Amstro não esteja diretamente regulada pelo DORA, desempenhou um papel crucial como colaboradora estratégica em processos hipotecários e legais durante essa fase de transição. A terceirização de processos deixou de ser vista meramente como uma medida de redução de custos, tornando-se uma responsabilidade compartilhada em relação ao cumprimento técnico e jurídico. Desde a entrada em vigor da normativa em 17 de janeiro de 2025, instituições como bancos e seguradoras na Espanha têm elevado seus padrões para atender à supervisão de entidades como o Banco de Espanha, a CNMV e a DGSFP.
Na Espanha, o impacto do DORA foi significativo, levando o setor financeiro de uma fase teórica a uma execução prática. O último ano foi marcado por um aumento nos ciberataques, os quais dobraram, afetando mais de 4,1 milhões de dispositivos vulneráveis, conforme dados do Banco de Espanha. A resiliência digital, sob a égide do DORA, emergiu como prioridade para 40% das organizações.
Entretanto, os desafios operacionais permanecem relevantes. Cerca de 96% das organizações na região EMEA reconheceram a necessidade de aprimorar sua resiliência, especialmente em áreas críticas como gestão de incidentes e integridade das cópias de segurança. Além disso, 37% das entidades relataram um aumento significativo nos custos operacionais atribuídos à adaptação à normativa, enquanto 41% das equipes técnicas enfrentaram pressões maiores devido às novas exigências de relatórios e governança.
Albert Borràs, CEO da Amstro, comenta que o balanço do primeiro ano do DORA reflete uma mudança radical no setor. Ele enfatiza que o verdadeiro valor da normativa reside em sua aplicação prática nas operações diárias. Segundo Borràs, as entidades que integram aspectos técnicos e jurídicos operam agora com mais segurança e eficiência, o que fortalece a confiança entre as instituições financeiras e seus parceiros.
A Amstro destaca que o sucesso sob o DORA requer uma visão abrangente da infraestrutura digital, onde não é suficiente oferecer assessoria legal sem uma compreensão aprofundada do sistema e da gestão de riscos de terceiros. A resiliência operacional mostra-se como o teste definitivo da transformação digital no setor, sendo o cumprimento normativo apenas o primeiro passo rumo a uma operação estratégica, escalável e segura. Nesse contexto, a Amstro se posiciona como um player chave, oferecendo soluções eficientes que combinam experiência, tecnologia e metodologias especializadas no domínio hipotecário e imobiliário.






