No dia 19 de janeiro de 2026, às 19h15, uma intensa tempestade geomagnética começou a afetar a Terra, resultado de uma significativa erupção solar ocorrida no dia anterior. De acordo com informações do Space Weather Prediction Center (SWPC) da NOAA, a tempestade foi classificada como G4, indicativa de uma perturbação geomagnética severa, com efeitos que podem impactar diversos sistemas tecnológicos.
A classificação G4 sugere a possibilidade de instabilidades em redes elétricas e nos sistemas de transmissão de energia, além de potenciais falhas nas comunicações de rádio de alta frequência (HF) e degradações em sistemas de navegação GPS. Além disso, fenômenos como a aurora boreal, que normalmente são visíveis em latitudes mais altas, poderão ser observados em regiões menos habituais, como partes dos Estados Unidos e da Europa.
O índice Kp, que mede a intensidade das tempestades geomagnéticas, atingiu o nível 9- em uma escala que vai até 10, sinalizando a gravidade da situação. O fenômeno gerou registros de auroras boreais em várias localidades em Portugal, que estão sendo compartilhados na página de Facebook “Meteo Trás os Montes – Portugal”. Cidades como Vila Pouca de Aguiar, Bragança e Macedo de Cavaleiros foram alguns dos locais onde as luzes do norte puderam ser vistas, surpreendendo os habitantes.
A tempestade solar foi monitorada pelo Observatório Magnético do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), localizado em São Teotónio, onde foram realizados registros que ajudam a compreender melhor os impactos deste evento cósmico sobre o nosso planeta. As autoridades meteorológicas continuam a acompanhar a situação e a fornecer atualizações sobre a evolução da tempestade, que deve durar até o dia 20 de janeiro.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera






