Um grande sismo de magnitude 8,8 atingiu a península de Kamchatka, na Rússia, na noite de 29 de julho, às 23:24 UTC. O evento sísmico ocorreu a uma profundidade de 21 quilômetros e foi resultado de uma falha inversa superficial na ativa zona de subducção Kuril-Kamchatka. Este sismo é considerado o maior registrado globalmente desde o tremor de 9,0 na Tohoku, Japão, em 2011, e figura entre os dez maiores desde 1900.
Antes do sismo de 8,8, a região já havia sofrido uma série de tremores, incluindo um de magnitude 7,4 no dia 20 de julho. Somente nas horas seguintes ao evento principal, foram registradas três réplicas superiores a 6,0, além de 57 tremores com magnitude igual ou superior a 5, dos quais 39 foram detectados pela rede sísmica do IPMA.
O impacto do tremor gerou um tsunami que se propagou pelo Oceano Pacífico, com ondas registradas de 1,7 metros no Havai e 1,3 metros no Japão. A boa notícia é que os efeitos do sismo e do tsunami parecem estar restritos a essa região, não havendo previsão de consequências para áreas do Oceano Atlântico, incluindo Portugal. A população local e os serviços de emergência continuam monitorando a situação, enquanto especialistas analisam as implicações sísmicas desse evento extraordinário.
Origem: Instituto Português do Mar e da Atmosfera