Em janeiro de 2026, a variação homóloga das rendas de habitação por metro quadrado (m²) em Portugal registrou um aumento de 5,1%, superando ligeiramente os 4,9% do mês anterior, conforme revelado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta quarta-feira, 11 de fevereiro. Todas as regiões do país mostraram variações positivas, sendo a Madeira a que mais se destacou, com uma elevação de 6,7%. O cenário de crescimento reflete um mercado de arrendamento em ajuste, apesar de algumas divergências regionais.
Além deste aumento homólogo, o INE informou que o valor médio das rendas de habitação teve um acréscimo mensal de 0,8% em janeiro, após uma variação de apenas 0,2% em dezembro de 2025. As regiões da Península de Setúbal e da Madeira lideraram as variações mensais, ambas com um aumento de 1,0%. Notavelmente, não houve registros de queda em nenhuma região em relação ao valor médio das rendas de habitação, o que sinaliza uma tendência de estabilidade ou crescimento em um setor que enfrenta desafios.
Entretanto, o índice de preços do idealista apresenta um panorama diferente, apontando uma redução de 1,9% nas rendas comparadas ao mesmo mês do ano anterior, uma tendência de queda que se prolonga nos últimos três meses. As disparidades regionais se tornaram mais evidentes, com cidades como Setúbal, Leiria e Viana do Castelo observando aumentos significativos, enquanto locais como Castelo Branco e Porto enfrentaram quedas. A nova legislação de atualização das rendas, que permite um incremento de até 11% em determinados contratos, poderá afetar ainda mais o mercado, embora o INE ressalte que tais alterações influenciam apenas parcialmente a variação homóloga.
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