A imigração continua a ser um dos assuntos mais debatidos em Portugal, especialmente no contexto da iminente segunda volta das eleições Presidenciais de 2026, marcada para o próximo domingo. O setor da construção civil se destaca como um dos que mais clama por mão de obra estrangeira, diante da necessidade urgente de reabilitação e construção de habitações que respondam à crise habitacional que o país enfrenta. Carlos Alberto Mineiro Aires, administrador da Fundação da Construção, não hesita em afirmar: “Nós, sem imigrantes, não vivemos. Não é só na construção, é em todas as áreas.” O impacto da imigração é, portanto, inegável e central para o crescimento e desenvolvimento do setor.
Em entrevista recente, Mineiro Aires explicou que a Fundação da Construção foi criada para unir esforços de três ordens profissionais e 14 grandes empresas do setor, com o objetivo de fortalecer a voz da construção civil em Portugal. A fundação visa promover um desenvolvimento mais eficiente e organizado do setor, especialmente em um momento de intensos investimentos. Mineiro Aires ressaltou a importância de ter um organismo que possa alertar o governo sobre a relevância da engenharia e arquitetura para a economia nacional, além de monitorar as condições da construção e a situação habitacional.
Frente aos desafios atuais, como a falta de mão de obra qualificada, a fundação está atenta à necessidade de reter talentos e atrair profissionais estrangeiros. Mineiro Aires enfatiza que a construção modular e as Parcerias Público-Privadas (PPP) são caminhos promissores para aliviar a crise habitacional. “As PPP são uma solução ótima em qualquer parte do mundo”, defende, destacando que, com regras claras e um bom acompanhamento, é possível garantir que as necessidades habitacionais sejam atendidas de forma eficaz.
Ler a história completa em Idealista Portugal





