A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou, durante a 57ª Sessão da Comissão Estatística da ONU na última sexta-feira, que os países membros devem seguir novas diretrizes do Programa Mundial de Censos Agropecuários de 2030. Essa iniciativa visa oferecer um padrão internacionalmente aceito para processos de censos agropecuários, com um novo ciclo que se estenderá até 2035.
Com a conclusão da primeira fase de dez anos do Programa Mundial, as novas orientações prometem disponibilizar dados harmonizados e comparáveis em nível internacional, um recurso essencial para a formulação de políticas nacionais. Segundo o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, essas diretrizes irão destacar a importância da adoção de tecnologias inovadoras, assegurando que os dados obtidos sejam relevantes e oportunos.
Os censos agropecuários permitirão que cada país compreenda em profundidade a estrutura de seus setores agrícolas, incluindo informações sobre o tamanho e a quantidade das propriedades rurais, além de detalhes sobre posse e uso da terra. A coleta de dados também abarcará informações sobre equipamentos, práticas agrícolas, criação de animais, irrigação e força de trabalho.
Além disso, as novas diretrizes ressaltam a integração de tecnologias, como dados geoespaciais e inteligência artificial, para aprimorar a coleta e análise dos dados. Metodologias estatísticas modernas e a adoção de práticas como georreferenciamento e coleta de dados online estão sendo gradually implementadas com o suporte da FAO, visando que mais países se beneficiem dessa abordagem.
A agência da ONU destaca que a publicação das novas diretrizes do Programa Mundial para os Censos de Agricultura 2030 representa um marco importante, considerando que as primeiras orientações foram disponibilizadas na década de 30 por uma entidade pré-existente da FAO. Atualmente, a FAO também opera o FAOStat, uma plataforma que compila dados e estatísticas para auxiliar países, formuladores de políticas, pesquisadores e a comunidade internacional na identificação de novas oportunidades no setor agrícola, que se torna cada vez mais dependente de tecnologias e dados.
Origem: Nações Unidas





