Quase 20% dos jovens em Portugal, até aos 17 anos, vivem em condições de sobrelotação, revelando-se como o grupo mais vulnerável à falta de espaço habitacional. Um estudo recente indicou que em 2024, aproximadamente 1,2 milhões de pessoas, o que equivale a cerca de 11,2% da população, residiam em alojamentos com divisões insuficientes para proporcionar conforto e privacidade. Este cenário é alarmante, considerando que o número de habitações sobrelotadas aumentou em mais de 17% na última década, em contrapartida com o crescimento lento do parque habitacional.
Além dos jovens, outros grupos como crianças, adolescentes, pessoas em situação de risco de pobreza e imigrantes também estão fortemente afetados pela vulnerabilidade habitacional. Um relatório da OCDE, intitulado How’s Life?, indica que, em média, 23% das crianças nos países membros vivem em casas sobrelotadas, evidenciando a influência negativa que essas condições têm sobre o bem-estar, saúde mental e desenvolvimento das crianças. Este contexto ressalta a necessidade urgente de políticas habitacionais mais eficazes e inclusivas.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) corroboram que a sobrelotação é mais prevalente nas áreas urbanas e nas regiões autónomas, com a Madeira destacando-se negativamente, onde um em cada cinco lares passa por essas dificuldades. Este fenômeno reflete claramente a pressão do mercado imobiliário em Portugal, causada pelo descompasso entre os preços de compra e aluguel e a evolução dos rendimentos, uma situação que penaliza, em especial, as famílias de menor renda que são dependentes do mercado de arrendamento. A urgência em abordar essas questões habitacionais é evidente para garantir um futuro mais estável e seguro para as novas gerações.
Ler a história completa em Idealista Portugal





