A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou na Marinha Grande que a Europa possui mecanismos prontos para serem usados caso o preço do gás aumente em 70%. Em sua declaração, Carvalho enfatizou que os Estados-membros têm a capacidade de agir para apoiar tanto consumidores quanto empresas, sem necessitar de nova legislação europeia. Durante sua visita à Praia da Vieira, ela destacou a importância de estar preparada para uma possível crise energética, especialmente para setores industriais locais, como vidro e cerâmica.
Segundo a ministra, diversos instrumentos legislativos, que foram elaborados durante sua experiência no Parlamento Europeu, estão à disposição para mitigar os impactos de um aumento significativo nos preços do gás. Carvalho destacou que a principal fragilidade está relacionada ao preço do gás, um combustível vital para várias indústrias. Nesse contexto, ela mencionou que, em caso de emergência energética, os Estados têm liberdade para implementar medidas em conjunto com a Comissão Europeia, sem a necessidade de autorizações adicionais.
Além disso, a ministra apontou que o gás também influencia o preço da eletricidade, e que há planos para limitar esse impacto se for declarada uma emergência energética. Com a iminência de discussões em nível europeu sobre esses temas, Carvalho expressou a esperança de que a situação não exija medidas drásticas, mas deixou claro que, caso a guerra na região não cesse, será necessário tomar ações decisivas. Em relação à energia nuclear, a ministra reafirmou o compromisso de Portugal com as energias renováveis, que representam uma solução mais segura e econômica, evidenciando que em janeiro e fevereiro deste ano, 83% da eletricidade consumida foi de origem renovável.
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