As medidas fiscais e sociais previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) têm suscitado discussões sobre a equidade no aumento do rendimento disponível das famílias. Embora o desagravamento do IRS beneficie os escalões mais elevados, os reforços aos apoios sociais, como o Complemento Solidário para Idosos (CSI) e a atualização do mínimo de existência, visam proteger os rendimentos mais baixos. Contudo, a classe média, que se encontra entre esses dois polos, verá os seus ganhos reduzidos, gerando inquietações sobre a eficácia das políticas implementadas.
De acordo com o ECO, que cita dados do Boletim Trimestral de Economia Portuguesa do Ministério das Finanças, a atualização dos escalões e a redução das taxas do IRS resultam em aumentos significativos do rendimento dos mais ricos, ao passo que os efeitos sobre os rendimentos medianos são limitados. O impacto positivo do reforço do CSI e da atualização do mínimo de existência se manifesta principalmente entre pensionistas e famílias com rendimentos mais baixos, enquanto para outros grupos a influência das transferências sociais será praticamente insignificante.
O OE2026, segundo a análise, demonstra um efeito redistributivo moderado, favorecendo uma dinâmica que protege os mais pobres através de apoios sociais específicos, ao mesmo tempo que oferece benefícios fiscais substanciais aos mais ricos. Esta estrutura de políticas fiscais e sociais revela uma progressividade assimétrica, onde os benefícios se concentram nas extremidades da distribuição de rendimentos, deixando a classe média com aumentos de rendimento disponíveis que se tornam quase imperceptíveis.
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