Os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) revelam um aumento significativo na inserção de estrangeiros no mercado de trabalho em Portugal. Em 2025, cerca de 31% dos desempregados colocados eram oriundos de outros países, um número que mais que dobrou desde 2022. As áreas de atividades imobiliárias e administrativas destacam-se, com quase metade das colocações (49,6%) pertencentes a imigrantes, sendo a maioria composta por brasileiros e indivíduos de outras nações de língua portuguesa.
Esse crescimento da presença de imigrantes no mercado laboral é atribuído não só ao aumento da população estrangeira no país, mas também à crescente dependência das empresas em relação a setores que enfrentam uma escassez de mão-de-obra. Os dados indicam que setores como agricultura, alojamento, restauração e cuidados a idosos estão fortemente dependentes de trabalhadores estrangeiros, coincidindo com a falta de mão-de-obra disponível entre os portugueses, especialmente nas áreas com proximidade linguística, como é o caso dos cabo-verdianos.
No entanto, embora iniciativas como o Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada tenham facilitado a contratação de trabalhadores estrangeiros, os desafios estruturais permanecem. Setores cruciais como construção, turismo e agricultura continuam a solicitar urgentemente mão-de-obra qualificada e operacional. Assim, a imigração torna-se uma solução indispensável para atender a essa demanda económica em Portugal, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais integrada e eficaz na gestão das políticas laborais.
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