A inteligência artificial (IA) evolui de mero facilitador de eficiência para se tornar um motor de receitas e transformação nas organizações, segundo um estudo do IBM Institute for Business Value (IBV) em colaboração com a Oxford Economics. Este relatório, que reúne as opiniões de mais de 2.000 executivos, projeta significativas mudanças nas empresas entre 2025 e 2030, com a IA se integrando cada vez mais às operações e decisões em tempo real.
Conforme o estudo, 79% dos executivos acredita que a IA será um fator crucial para a geração de receitas em suas empresas até 2030, aumentando consideravelmente em relação ao atual índice de 40%. No entanto, apesar do otimismo, apenas 24% dos respondentes afirmam ter clareza sobre as principais fontes de receita que estarão disponíveis daqui a sete anos. A pesquisa indica uma mudança na competitividade, onde a inovação terá mais relevância do que simplesmente a otimização de custos.
Outro ponto crítico é a integração da IA com os processos centrais das empresas. Um impressionante 68% dos líderes teme que suas iniciativas em IA não alcancem o sucesso devido à falta de uma conexão adequada com as operações. Nesse cenário, a “orquestração” se torna um conceito fundamental, propondo uma camada que interligue plataformas de negócio, aplicativos e agentes de IA, promovendo uma troca de dados fluida.
A transição para um portfólio de modelos também é destacada no relatório, sugerindo que as empresas devem se preparar para utilizar uma variedade dinâmica de modelos de IA em vez de otimizar apenas um único tipo. Apesar disso, apenas 28% dos entrevistados afirmam ter segurança sobre quais modelos precisarão em 2030.
Além disso, o estudo prevê um impacto significativo no ambiente de trabalho, com a maioria das habilidades atuais se tornando obsoletas e uma necessidade urgente de requalificação da força de trabalho devido à automação impulsionada pela IA. Um aspecto organizacional que deve evoluir é o conceito de liderança, onde até 25% dos conselhos de administração podem conter um conselheiro de IA até 2030.
A infraestrutura também é vista como um diferencial competitivo, sendo necessárias arquiteturas híbridas e escaláveis que proporcionem acesso imediato a dados e aplicações. Para empresas que buscam competir de forma eficaz, a habilidade de transformar a produtividade em inovação, junto à construção de portfólios de IA integrados, será crucial. Aqueles que ficarem para trás, apenas acumulando ferramentas, enfrentarão dificuldades em um ambiente corporativo em rápida evolução.






