O novo orçamento de Hong Kong para 2026 foi anunciado, revelando um aumento nas taxas do imposto de selo para transações habitacionais que superem 100 milhões de dólares de Hong Kong, o que equivale a aproximadamente 10,8 milhões de euros. Essa mudança na política fiscal visa não apenas aumentar a arrecadação, mas também implementar as diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O secretário de Finanças, Paul Chan Mo-po, destacou que a medida também inclui a imposição de um imposto mínimo global, afetando grandes grupos empresariais multinacionais com receitas anuais consolidadas de pelo menos 750 milhões de euros.
Especialistas do setor imobiliário alertam que, apesar do aumento nas tarifas, a recuperação do mercado de imóveis de luxo em Hong Kong pode ser ligeiramente afetada. No entanto, observam que os compradores desse segmento tendem a ser menos sensíveis a variações de preços, o que pode mitigar o impacto da nova taxa. Em 2025, Hong Kong registrou 232 transações que ultrapassaram 10 milhões de dólares, o que representa o melhor desempenho desde 2021 e coloca a cidade em segundo lugar no ranking global, apenas atrás de Dubai.
As transações imobiliárias em Hong Kong somaram cerca de 4.300 milhões de dólares americanos, cerca de 3.645 milhões de euros, ligeiramente abaixo do total registrado em 2024, mas ainda entre os melhores índices dos últimos cinco anos. A expectativa é de que, com as novas medidas fiscais e o panorama econômico global em constante mudança, o mercado imobiliário de luxo encontre novos caminhos para se adaptar e prosperar, mesmo em face de desafios regulatórios.
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