O Haiti atravessa um período de grave instabilidade que se agrava com o aumento da violência armada e uma crise de insegurança alimentar sem precedentes. Em vastas áreas do país, gangues armadas exercem controle absoluto, contribuindo para a deterioração das condições de vida da população. Desde o início do ano, os embaixadores se reuniram no Conselho de Segurança da ONU, onde a situação do Haiti foi discutida como uma prioridade internacional.
Nos últimos meses, a violência se intensificou, com uma escalada de assassinatos e sequestros que afetam a vida diária dos cidadãos. O relatório da ONU aponta que mais de 8.100 homicídios foram registrados entre janeiro e novembro de 2025. Além da insegurança, a crise humanitária também se aprofunda, com aproximadamente 5,7 milhões de haitianos enfrentando insegurança alimentar, incluindo dois milhões em situação de emergência.
A transição política do país se aproxima do seu término em fevereiro, sem que eleições tenham ocorrido, levantando preocupações sobre uma possível descentralização do poder e um agravamento da crise. O chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, Carlos Ruiz Massieu, destacou a urgência de estabilização política e a necessidade de uma abordagem coordenada para cumprir com os arranjos de governança.
As mulheres e meninas são particularmente vulneráveis à violência durante este período, com muitos relatos de abuso sexual e intimidação por parte de gangues. Agências humanitárias continuam a trabalhar para oferecer assistência vital, embora os recursos sejam escassos, e muitos haitianos permaneçam deslocados em busca de segurança.
A ONU lança apelos por apoio internacional e um consenso nacional que permita quebrar o ciclo de violência e instabilidade. Com um novo escritório de apoio das Nações Unidas estabelecido, o país espera que as operações para restabelecer a segurança e a governança sejam efetivas, enquanto avança na preparação de um futuro com eleições mais seguras e justas.
Origem: Nações Unidas






