As autoridades do Irã enfrentam crescente pressão diante dos protestos em massa que eclodiram em várias cidades, com manifestantes clamando por direitos e liberdade. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou sua preocupação em relação ao uso da força pelas autoridades iranianas, reiterando que a população tem o direito de se expressar pacificamente. Relatórios recentes indicam que as manifestações, que começaram em 28 de dezembro, já resultaram em dezenas de mortes e um número significativo de feridos.
Guterres enfatizou a importância do respeito ao direito internacional, que assegura a liberdade de expressão e o direito de reunião. Ele pediu às autoridades iranianas que exerçam moderação e evitem ações desproporcionais contra os manifestantes. Além disso, o líder da ONU solicitou a restauração do acesso à informação no país, ressaltando que a comunicação é essencial para um debate democrático.
As manifestações ganharam força após um aumento considerável na inflação, mas rapidamente evoluíram para um chamado mais amplo pela derrubada do regime do Aiatolá Ali Khamenei. Enquanto isso, o procurador-geral do Irã advertiu que aqueles que protestarem contra o governo serão tratados como “inimigos de Alá”, uma acusação que pode resultar em pena de morte.
Com protestos se espalhando para mais de 100 cidades, a polícia iraniana intensificou as detenções de manifestantes, gerando um clima de temor e repressão. A comunidade internacional observa atentamente a situação, esperando que o governo iraniano respeite os direitos humanos e a dignidade de seu povo.
Origem: Nações Unidas





