O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, manifestou sua profunda tristeza em relação à tragédia que se desenrola em Madagáscar, onde as manifestações em curso já fazem parte da terceira semana. Em uma nota divulgada por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres expressou suas condolências às famílias dos mortos e enfatizou a necessidade de as autoridades respeitarem o direito internacional e os direitos humanos.
A recente onda de protestos é liderada por jovens da Geração Z, que inicialmente exigiam melhorias nos serviços públicos. Contudo, as manifestações escalaram para uma crítica mais ampla à pobreza, corrupção e instabilidade política no país. A resposta violenta das forças de segurança resultou em tragédias, com pelo menos 22 mortos e mais de 100 feridos, conforme relatado pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Guterres fez um apelo ao diálogo e à necessidade de um compromisso renovado com a paz. Ele destacou a importância de protestos pacíficos e a proteção das vidas e propriedades, assim como a observância do Estado de direito. O secretário-geral também condenou as mudanças inconstitucionais no governo e sublinhou a urgência de restaurar a ordem constitucional, fazendo referência à decisão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana de suspender Madagáscar até que a legalidade democrática seja restabelecida.
O corre-corre popular levou à demissão do governo malgaxe presidido por Andry Rajoelina, em um cenário de crescente insatisfação popular. Guterres incentivou todos os malgaxes a colaborarem para abordar as causas que estão na raiz da instabilidade no país e reforçou a disposição da ONU em apoiar os esforços para restaurar a paz, coordenando-se com a União Africana e outros parceiros internacionais.
Origem: Nações Unidas





