A Câmara Municipal de Grândola deu início a um processo de alteração do Plano Diretor Municipal (PDM), com a intenção de reclassificar terrenos rústicos em urbanos para a construção de habitação a custos controlados. Este procedimento, descrito como “simples”, visa facilitar a adaptação de áreas específicas para a construção de habitação pública, conforme esclarecido pelo presidente da Câmara, Luís Vital Alexandre. As localidades afetadas incluem as freguesias de Azinheira dos Barros e Melides, onde já estão previstas as primeiríssimas intervenções.
Na freguesia de Azinheira dos Barros, a proposta contempla a construção de 27 habitações por uma iniciativa da Fundação Padre Américo, demandando um investimento estimado em 4,4 milhões de euros. Por sua vez, na freguesia de Melides, está planejada a realização de operações de loteamento que totalizarão cerca de 120 fogos, com um investimento superior a 12 milhões de euros. O autarca destacou que essa estratégia não apenas visa aumentar a oferta habitacional, mas também combater a especulação imobiliária que tem provocado a elevação dos preços de construção na região.
Luís Vital Alexandre enfatizou que a prioridade deste projeto é atender às necessidades dos residentes e jovens do concelho de Grândola, buscando fixar a população através da disponibilização de habitação digna. Além das iniciativas nas freguesias mencionadas, a Câmara também está explorando a cedência de terrenos para cooperativas e a aquisição de moradias devolutas para reabilitação, consolidando assim um esforço abrangente de promoção da habitação pública na região. A fase de participação pública preventiva do PDM, que permite a reclassificação de terrenos, ocorreu de 16 de março a 3 de abril.
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