O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, afirmou que é “prematuro” considerar um aumento das taxas de juro em resposta à recente escalada dos preços da energia. Durante um discurso no Porto, ele destacou que, embora o Banco Central Europeu tenha decidido manter as taxas em 2% pela sexta vez consecutiva, a contínua pressão inflacionária relacionada ao conflito no Irão pode exigir uma revisão dessas políticas no futuro. Pereira alertou para a necessidade de uma análise cuidadosa antes de tirar conclusões sobre possíveis ajustes nas taxas.
Além disso, o governador mencionou a resiliência da Europa diante da crise atual, contrastando a situação com a alta inflação registrada no ano passado, que atingiu até 6% em alguns países. Ele enfatizou que a inflação na Europa agora está em níveis mais controlados, aproximando-se de 2%, o que reflete uma melhor preparação para lidar com os desafios econômicos que se avizinham. A declaração foi feita em um momento em que o BCE manifestou preocupação com a incerteza trazida pela guerra no Médio Oriente.
O comunicado do BCE reconheceu que a guerra terá um impacto significativo na inflação a curto prazo, especialmente devido ao aumento dos preços dos produtos energéticos. As projeções econômicas agora apontam para uma inflação revista em alta, com previsão de 2,6% em 2026. Por outro lado, o crescimento econômico foi ajustado para baixo, com expectativas de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028, refletindo os impactos da guerra nos mercados globais e na confiança dos consumidores.
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