Após as intensas tempestades que atingiram Portugal nos últimos dias, o Governo anunciou a intenção de estabelecer um fundo dedicado a catástrofes naturais e sismos. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, revelou que o objetivo é criar um mecanismo que será alimentado por seguros de imóveis e equipamentos, além de resseguros, com a previsão de implementação ainda neste ano. Essa iniciativa surge em um contexto onde eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes no país.
As seguradoras portuguesas demonstraram apoio à proposta, enfatizando a necessidade de um modelo nacional robusto e sustentável para a proteção contra desastres naturais. A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) destacou em um comunicado conjunto a importância de priorizar a criação deste fundo, que visa cobrir riscos que atualmente não estão amparados pelos seguros existentes. As seguradoras se mostraram prontas para trabalhar em colaboração com o Governo na formulação desse novo sistema de proteção.
Nos últimos 20 anos, o setor segurador no país desembolsou mais de 1.000 milhões de euros em indenizações devido a eventos climáticos extremos, sendo que mais da metade desse montante foi registrada na última década. Entre os eventos mais danosos estão os incêndios de outubro de 2017 e a tempestade Leslie, ambos com perdas significativas. Enquanto isso, os danos provocados pela recente depressão Kristin ainda estão sendo avaliados, mas já há movimentações de pagamentos para sinistros relacionados ao mau tempo, conforme informado pela APS.
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