O Governo português revelou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, que está considerando a liberação de trabalhadores de obras públicas dispostos a prestar serviços nas áreas mais afetadas pelas intempéries. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez esta declaração durante uma comunicação oficial, afirmando que o Estado está preparado para suspender algumas obras em andamento, caso as empresas e os funcionários dessas obras tenham interesse em se deslocar para as localidades necessitadas.
Montenegro também anunciou que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) iniciará o levantamento das necessidades de mão de obra junto às empresas de construção civil e às autarquias locais. Através de uma estrutura de missão já existente, o IEFP contará com sua rede para recrutar trabalhadores em Portugal e também canalizar imigração regulada, visando um rápido envio de mão de obra para as regiões mais atingidas pelos fenômenos climáticos.
A situação se torna ainda mais urgente, uma vez que doze pessoas perderam a vida desde a semana passada devido às intempéries provocadas pelas depressões Kristin e Leonardo, que também deixaram centenas de feridos e desalojados. As regiões mais afetadas incluem Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo, levando o Governo a prorrogar a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos que poderão receber medidas de apoio financeiro que totalizam até 2,5 mil milhões de euros.
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