Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que milhões de mulheres ainda enfrentarão desafios significativos no acesso à saúde e à segurança de rendimentos, especialmente em momentos de doença, maternidade e envelhecimento. Este documento surge em um contexto de retrocessos no acesso a serviços de saúde, mesmo com a ampliação da cobertura geral em algumas regiões.
A OIT aponta que, apesar de garantias legais de igualdade de acesso, as desigualdades estruturais no mercado de trabalho fazem com que as mulheres não se beneficiem de forma equitativa das novas medidas implementadas. O relatório pretende chamar a atenção para a necessidade de desenvolver sistemas de proteção social em saúde que considerem a perspectiva de gênero, enfatizando que segurança social e saúde são direitos humanos fundamentais.
Além disso, as lacunas no mercado de trabalho, onde as mulheres arcam com a maior parte do trabalho não remunerado, exacerbam a desigualdade em questões de saúde. O relatório indica que o grupo feminino é mais propenso a ocupar posições informais, com salários inferiores e descontinuidades na carreira devido às responsabilidades de cuidados, o que limita suas contribuições para regimes de assistência social.
Entre as recomendações da OIT, destaca-se a criação de pacotes de benefícios que atendam às necessidades de saúde das mulheres ao longo de suas vidas, garantindo acesso a serviços de qualidade. A agência também pediu um reforço na proteção financeira por meio de um compartilhamento mais amplo de riscos e a abordagem dos fatores sociais que perpetuam as desigualdades em saúde.
Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, a OIT destaca que é imperativo que as políticas de proteção social incluam a igualdade de gênero em seu núcleo, a fim de garantir que as mulheres tenham um acesso justo e igualitário a cuidados e serviços essenciais.
Origem: Nações Unidas






