Finlândia Reforça Protocolos de Segurança Após Danos em Cabo Submarino
Após a detecção de uma falha em um cabo de telecomunicações submarino que conecta Helsinque a Tallin, a Finlândia decidiu reativar todos os seus protocolos de proteção para infraestruturas críticas. A falha no cabo, que pertence à operadora Elisa e é considerado essencial para a conectividade na região, gerou uma resposta rápida das autoridades, que interceptaram um navio de carga suspeito, o Fitburg, e abriram uma investigação penal por danos agravados e interferência nas telecomunicações. Este incidente ocorre em um contexto de crescente preocupação com possíveis táticas de “guerra híbrida” no mar Báltico.
O cabo submarino, frequentemente invisível até que uma interrupção ocorra, desempenha um papel vital na economia digital, sustentando comunicações corporativas e serviços de conectividade. A falha foi identificada quando o operador Elisa detectou problemas na seção entre as duas capitais. A intervenção das forças de segurança resultou na localização do Fitburg, um cargueiro sob bandeira de San Vicente e Granadinas, que, de acordo com as informações, estava em rota de São Petersburgo para Haifa quando ocorreu o incidente.
A polícia finlandesa prendeu dois tripulantes do Fitburg, e informações de mídias locais sugerem que toda a tripulação, composta por 14 pessoas, foi retida. O comissário nacional, Ilkka Koskimäki, afirmou que não se especulará sobre a possibilidade de envolvimento de um Estado estrangeiro até que conclusões sejam alcançadas.
Embora os serviços de telecomunicações não tenham sido interrompidos, o tráfego foi redirecionado, ressaltando a vulnerabilidade física das infraestruturas submarinas. Um segundo cabo, da operadora sueca Arelion, também apresentou danos em um momento próximo, levantando questões sobre a relação entre os dois incidentes.
O mar Báltico, que já possui uma complexa rede de cabos e tubulações, tornou-se um foco de escrutínio desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. A OTAN lançou a operação Baltic Sentry para reforçar a proteção de infraestruturas submarinas, e a situação do Fitburg foi caracterizada como a primeira apreensão desde o início desse esforço.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, usou a oportunidade para afirmar que o país está preparado para enfrentar vários desafios de segurança e que qualquer ameaça às suas infraestruturas críticas terá uma resposta imediata. A investigação prossegue, com foco em identificar a trajetória do navio e as condições que levaram ao incidente, em um cenário marcado por alta pressão probatória e potencial cooperação internacional.





