Mário Zambujal, conhecido jornalista, roteirista e escritor português, faleceu na última quinta-feira, dia 12 de março, aos 90 anos, deixando um legado literário que atravessa gerações. Nascido na vila da Amareleja, no Alentejo, sua obra é marcada por uma linguagem oral e uma visão que transforma lugares comuns em extensões das personalidades de suas personagens. Zambujal foi um verdadeiro “bom malandro”, trazendo ao mundo da literatura um estilo culto e desalinhado que retratava a vida com uma pitada de humor e ironia.
Entre suas obras mais notáveis, “Crónica dos Bons Malandros” e “Longe é Um Bom Lugar” destacam-se por trazer à vida cenários urbanos e rurais que refletem a essência da cultura portuguesa. Com versos que capturam a essência dos cafés e das ruas da Baixa lisboeta, assim como a tranquilidade do interior alentejano, suas narrativas revelam um profundo amor pela sua terra natal e uma crítica sutil às convenções sociais. Suas histórias, repletas de personagens memoráveis, conseguiram captar a Portugalidade de forma descontraída, tornando-o um autor apreciado por várias gerações de leitores.
Nos últimos anos, Zambujal continuou ativo no cenário cultural, participando de eventos literários em cidades como Lisboa, Beja e Alcoutim, onde construía pontes entre o interior e a modernidade. Sua morte, ocorrida uma semana após seu aniversário de 90 anos, deixou um vazio no panorama literário português, mas sua obra continua viva, cheia de nostalgia e afeto, ecoando as histórias de um país que se recusa a se levar muito a sério.
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