A crise da habitação em Portugal continua a ser um assunto preocupante, com um aumento do acompanhamento por parte do Governo e de especialistas do setor, além da atenção da Comissão Europeia. Neste contexto, os principais bancos do país projetam que a procura por crédito habitação se manterá forte até 2026, impulsionada pela estabilidade das taxas de juro e pelo nível de emprego elevado. Durante o painel “A Visão dos Bancos”, realizado no Observatório Imobiliário, os banqueiros destacaram que, apesar dos preços altos e da escassez de oferta, não há expectativa de uma redução na procura no próximo ano.
Os responsáveis financeiros concordaram que a procura por crédito habitacional deve continuar a aumentar, com Miguel Bello de Carvalho, do Santander, sublinhando a importância da escassez de oferta e dos incentivos existentes. Por sua vez, Luís Pereira Coutinho, da Caixa Geral de Depósitos, reafirmou o compromisso do banco público em focar no crédito destinado a famílias e jovens, afastando-se do crédito especulativo. Porém, Miguel Maia, do BCP, trouxe um tom de prudência, advertindo para um possível ajustamento de preços no mercado habitacional, que não se deve esperar já para 2026.
No debate também foram discutidas as medidas direcionadas aos jovens, que incluíram garantias públicas e incentivos fiscais. Embora os gestores bancários reconheçam que essas ações facilitaram a entrada de jovens no mercado, também afirmaram que não resolveram o problema estrutural da habitação. Miguel Maya destacou que, apesar das isenções de impostos terem ajudado alguns a adquirir a primeira casa, a rápida valorização dos preços acabou por consumir grande parte das poupanças resultantes dessas isenções, limitando a eficácia das medidas implementadas.
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