A remuneração bruta real dos trabalhadores em Portugal registrou um crescimento médio de 3,2% em 2025 em comparação a 2024, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026. Esse aumento, que considera o efeito da inflação, reflete uma tendência de recuperação e valorização do trabalho em diversas áreas. A remuneração bruta total mensal média, que inclui todos os setores de atividade, atingiu 1.694 euros, um incremento nominal de 5,6%.
O relatório do INE aponta que, ao excluir os subsídios de férias e Natal, a remuneração bruta regular mensal, que é menos sazonal, ficou em 1.365 euros, com um aumento nominal de 5,4%. Em contrapartida, a remunereração bruta base mensal, que equivale a 1.277 euros, revelou uma alta real de 2,8%. Os setores que apresentaram os maiores aumentos salariais em termos reais foram “agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca” (11,2%) e “administração pública e defesa” (6,9%), enquanto o setor de “eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio” teve o menor aumento, de apenas 1,5%.
Além disso, a análise por dimensão de empresa mostrou que a remuneração total variou de 1.144 euros nas pequenas empresas (entre um e quatro trabalhadores) até 2.030 euros nas grandes empresas (com 500 ou mais colaboradores). O informe destaca que em 2025, os grupos de empresas de 50 a 99 trabalhadores e de um a nove trabalhadores tiveram os maiores aumentos salariais, com 6,2% e 6,1%, respectivamente. Estes dados refletem uma evolução positiva no mercado de trabalho português, com um aumento da empregabilidade e uma melhoria nas condições salariais para a maioria dos setores.
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