O ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, participou de um debate no Conselho de Segurança nesta segunda-feira, onde enfatizou a necessidade de um papel político mais robusto para o secretário-geral na diplomacia global e na resolução de crises. Ban, que ocupou o cargo entre 2007 e 2016, argumentou que a cooperação internacional em um mundo cada vez mais dividido depende da revisão das estruturas de poder dentro da organização.
Durante a discussão, ele destacou que os países membros, especialmente os permanentes do Conselho de Segurança, devem apoiar uma maior autonomia para o secretário-geral, evitando que apenas as nações mais poderosas determinem as soluções políticas. Ban sugeriu a implementação de um mandato único de sete anos para o chefe da ONU, visto que a atual configuração de mandatos de cinco anos limita a independência do secretário-geral e sua capacidade de agir em nome da paz.
Ele também abordou o uso “arbitrário” do veto por alguns membros permanentes, que, segundo ele, contribui para a incapacidade do Conselho de Segurança de operar efetivamente. Ban advertiu que sem reformas substantivas para restringir o uso do veto, a sensação de impotência da ONU se tornará insustentável, dificultando ainda mais a resolução de conflitos e a intervenção em violações graves do direito internacional.
Comparando a situação atual com seu tempo no cargo, Ban expressou preocupação com a deterioração das condições internacionais em várias frentes. Ele, acompanhado do ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos e do ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo, membros do grupo The Elders, reiterou a urgência de reformas no Conselho de Segurança e a necessidade das Nações Unidas de retomar um papel proeminente na promoção da paz e na resolução de crises globais.
Origem: Nações Unidas






