A procura por crédito habitação em Portugal enfrenta atualmente um panorama caracterizado por uma Euribor próxima de 2%, com taxas mistas e variáveis bastante próximas entre si. Os critérios de concessão dos bancos estão a tornar-se algo mais exigentes, embora essa mudança não represente um motivo de preocupação imediata. As oscilações observadas no mercado financeiro refletem as condições macroeconómicas e possíveis alterações nas taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE), que continua a considerar a possibilidade de cortes para manter a inflação na zona euro dentro da meta de 2%.
Neste contexto, as taxas Euribor têm se mantido relativamente estáveis, ligeiramente acima de 2%. Conforme analisado por Miguel Cabrita, especialista em crédito habitação, esta estabilidade é um reflexo das decisões do BCE, que não alterou as taxas nas suas últimas reuniões. Embora as taxas a longo prazo tenham visto um pequeno incremento nas últimas semanas, os aumentos são considerados manejáveis para as famílias, garantindo que as prestações mensais não sofram grandes oscilações no curto prazo.
Entretanto, as projeções de futuros cortes nas taxas do BCE indicam que, mesmo que a Euribor sofra descidas, o impacto nas novas contratações de crédito habitação será limitado. As simulações demonstram que mesmo uma descida da Euribor a 6 meses para valores entre 2,00% e 1,95% resultaria em reduções muito pequenas nas prestações mensais. Além disso, os bancos estão a reagir com ajustes nos preços, fazendo com que as taxas variáveis se aproximem das taxas mistas, refletindo uma tendência de procura por maior segurança na escolha entre diferentes tipos de crédito.
Ler a história completa em Idealista Portugal






