No final de novembro, os depósitos de particulares nos bancos residentes em Portugal atingiram um total de 199,9 mil milhões de euros, apresentando um ligeiro aumento em comparação com o mês anterior, especialmente nos depósitos à ordem. Os depósitos a prazo também mostraram um crescimento, embora de forma menos significativa. Esta evolução é analisada pelo Banco de Portugal (BdP), que observa um comportamento distinto entre as duas categorias.
Em termos homólogos, o crescimento anual dos depósitos de particulares foi de 4,4%, o valor mais baixo observado em mais de um ano. O BdP atribui esta desaceleração à baixa remuneração dos depósitos tradicionais, além do aumento do interesse dos consumidores por alternativas de investimento, como os certificados de aforro e fundos de investimento. A mudança nas preferências dos poupadores reflete uma busca por rendimentos mais atrativos em um cenário de taxas de juros historicamente baixas.
No que se refere às empresas, o stock de depósitos totalizou 74,7 mil milhões de euros, apresentando um crescimento anual de 10,7%, mas inferior ao aumento observado em outubro de 2025. Os dados do BdP sugerem uma desaceleração moderada na dinâmica dos depósitos empresariais, o que pode indicar uma adaptação do setor às condições económicas atuais e uma reconsideração da gestão de liquidez por parte das empresas. A análise deste cenário será fundamental para compreender os próximos passos da economia portuguesa.
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