O ano de 2026 começou de forma promissora para o mercado de escritórios em Portugal, especialmente nas áreas de Lisboa e Porto, onde a procura continua elevada. No entanto, a disponibilidade de espaços de qualidade permanece um entrave significativo à ocupação plena. Segundo o relatório Savills Offices Outlook 2025 | Trends 2026, 204.241 metros quadrados foram ocupados em Lisboa em 2025, refletindo uma queda de 8% em relação ao ano anterior, apesar de estar alinhado com a média dos últimos três anos.
A taxa de desocupação na capital subiu ligeiramente, situando-se em 8,36%, o que intensifica a pressão sobre os preços de aluguer. Apenas 17% do estoque total de escritórios da cidade é classificado como ‘Grade A’, o que exacerba a escassez de imóveis de qualidade e sustentável. Com um aumento anual das rendas prime de 7%, que agora atingem 30 euros por metro quadrado, as expectativas são de que essa tendência continue este ano, revelou Alexandra Gomes, da Savills Portugal.
Em contrapartida, o Porto apresenta uma procura mais seletiva, com uma queda de 43% na absorção em 2025, totalizando 43.704 metros quadrados. Apesar do cenário mais moderado em comparação a Lisboa, o setor tecnológico tem se destacado como principal motor da demanda, e o mercado espera um fortalecimento nas próximas semanas, uma vez que Portugal se estabelece como um destino seguro e atrativo para investidores e ocupantes, segundo Frederico Leitão de Sousa, da Savills Portugal. Com a previsão de cerca de 79.000 metros quadrados de novos escritórios até 2028, ambas as cidades devem continuar a evoluir na busca por um espaço de qualidade.
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