Grândola enfrenta uma crescente crise no acesso à habitação, um desafio que pode comprometer a viabilidade dos projetos económicos locais. O presidente da Câmara Municipal, Luís Vital Alexandre, destaca a grave escassez de residências, especialmente para trabalhadores nos setores do turismo e da construção, que podem postar em risco os investimentos na região. “Se os investidores, os promotores turísticos e outros não tiverem habitação para satisfazer as suas próprias necessidades, estes investimentos podem sucumbir”, alertou o autarca durante uma entrevista ao Jornal de Negócios.
Em seu pronunciamento, Luís Vital Alexandre enfatiza que a solução para o problema habitacional vai além das capacidades da câmara municipal. Apesar do Concelho ter atraído atenções por conta da construção de empreendimentos de luxo ao longo de sua costa, a realidade é que faltam casas para a população local e para os novos trabalhadores. A falta de habitação tem levado à adoção de soluções provisórias, como a criação de “quase aldeias de contentores”, uma medida que não atende de forma sustentável às necessidades habitacionais.
Para combater essa situação, o presidente sugere várias estratégias, incluindo contratos de investimento para arrendamento e uma maior colaboração com o setor cooperativo. Além disso, menciona a possibilidade de converter terrenos rústicos em urbanos, conforme as recentes modificações legais, para cumprir a meta de construir 300 habitações para arrendamento acessível. Embora os novos projetos turísticos estejam freados por mudanças no Plano Diretor Municipal, Luís Vital Alexandre reitera sua receptividade ao investimento, enfatizando a importância de uma abordagem equilibrada que leve em conta as limitações ambientais e os recursos hídricos disponíveis.
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