O mercado de trabalho em Portugal continua a testemunhar um aumento na presença feminina, refletindo um crescimento significativo que culminou em 2025, com 2,8 milhões de mulheres na força de trabalho. Embora essa marca seja um indicador positivo, a taxa de desemprego entre mulheres permanece em 6,5%, superior à de 6% para homens, revelando que ainda existem barreiras a serem superadas. A evolução é notória em setores como a construção e atividades imobiliárias, onde as mulheres aumentaram sua participação em 22,2% e 16,9%, respectivamente.
Uma análise recentemente divulgada pela empresa Claire Joster People First destaca que, apesar do tradicional predomínio feminino em áreas como saúde e apoio social, que representa 16,7% do total de mulheres empregadas, há uma tendência crescente de mulheres em campos antes dominados por homens. Esta mudança sinaliza uma diversificação profissional que pode trazer benefícios a longo prazo tanto para empresas quanto para a sociedade, mas ainda enfrenta o desafio da desigualdade salarial, com a remuneração média das mulheres sendo 15,4% inferior à dos homens.
Sílvia Coelho, líder nacional da Claire Joster, enfatiza que, apesar de cifras encorajadoras quanto à participação das mulheres, o fosso salarial e a sub-representação em cargos de gestão são indicativos de que o progresso é lento. Exemplos como o Grupo Eurofirms, onde 81% das posições de liderança são ocupadas por mulheres, ilustram que a competência e a equidade são essenciais para o sucesso organizacional. Coelho afirma que “a competência não tem género”, reforçando a necessidade de um foco contínuo na equidade no local de trabalho.
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